29 julho 2013

Poema de: Oscar Wilde

Oscar Wilde

Poema de: Oscar Wilde

No entanto,todo homem mata aquilo que adora, 
Que cada um deles seja ouvido. 
Alguns procedem com dureza no olhar, 
Outros com uma palavra lisonjeira. 
O covarde fá-lo com um beijo, 
Enquanto o bravo o faz com a espada! 

Uns matam o próprio amor quando ainda jovens, 
Outros o fazem na velhice; 
Uns estrangulam com as mãos da luxúria, 
Outros com a mão de Ouro, 
O que é bondoso faz uso do punhal, 
Porque a morte assim vem mais depressa. 

Uns amam pouco tempo,outros demais, 
Uns vendem,outros compram; 
Alguns praticam a ação com muitas lágrimas 
E outros sem um suspiro,sequer: 
Pois todo o homem mata o objeto do seu amor 
E, no entanto, nem todo homem é condenado à morte.


Poeta Irlandês

Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde, ou simplesmente Oscar Wilde (Dublin, 16 de outubro de 1854 — Paris, 30 de novembro de 1900) foi um escritor irlandês. Depois de escrever de diferentes formas ao longo da década de 1880, ele se tornou um dos dramaturgos mais popular de Londres, em 1890. Hoje ele é lembrado por seus epigramas e peças, e as circunstâncias de sua prisão, que foi seguido por sua morte precoce.