02 janeiro 2017

Espinho na Carne - Poema de Christine Aldo


Espinho na Carne

Os olhos marejados
Ainda cansados
Soltaram gotículas de orvalho;
As folhas subtraídas
Silhuetas em frangalhos
A beira do caminho sem vida

Tudo isto é pela saudade
Que ficou as custas de alguém
Alguém que chora copiosamente;
Ainda ferida, porém não desiste
E sai escapelada pelo vento
Varrida pelo outono, amontoada persiste

Todas as formas de amar
Esgotou em teus seios
Todas as rosas debruçaram a lacrimar;
Há tanta vida lá fora
Espinhos, na carne esfacelada
Há tanta vida só não há mais tempo.


Christine Aldo
São Paulo, 26 de Novembro de 2013.

E sai escapelada pelo vento
Varrida pelo outono, amontoada persiste...