15 novembro 2013

Taças Estilhaçadas - Poema de Marcelo H. Zacarelli


Taças Estilhaçadas

Já perguntei por vezes a minhalma
Ela nem existe mais por causa de você
Extirparei de mim esta saudade sua
Pois me consome e me farta.

Espinho que me crava e sangra
Cálice amargo em taças estilhaçadas
Já me perguntei por vezes
Como é te amar?

É mais que alcançar o sol com as mãos
Ou laçar a lua com voraz aptidão...
Quem sabe morrer por duas vezes
E retornar pra você em vida;

Amar-te consiste em duvidar
Que possa existir sofrimento
E palavras são somente palavras
Como a valsa que me mata e me sara.

É romper as barreiras do passado
Voltar a ser jovem neste homem velho
É perder a vida em um dia de domingo
Ao som da ópera enlouquecida
E quanto minhalma numa vala esquecida
Ela nem existe mais por causa de você.

Marcelo Henrique Zacarelli
Village, Setembro de 2009, no dia 01

Já perguntei por vezes a minhalma
Ela nem existe mais por causa de você